quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Contradição

Por que tentar saber
O que se passa no coração daqueles
Que de olhos tristes fitam o vazio
Se cada um é um mistério
Cujo significado ninguém soube descobrir?
Por que a indiferença que fingimos
Se bem queremos nos olhar?
Às vezes dá uma vontade imensa de se libertar
Daquela casca que as pessoas conhecem e assumir-se como a gente é.
Não ser aquela, que mesmo arrasada procura falar em otimismo e coragem
Não ser aquela que enxuga  as lágrimas e diz tranqüilamente ao telefone: Bom dia!
Não mais sorrisos quando a alma está chorando
Ser uma estátua inerte de alma vazia
Que olha o mundo, o céu a flor e permanece muda, sem sentidos
Não. Não há por que fugir
Se bem se pode levantar os olhos
E ver acima da indiferença
Uma estrela a iluminar um caminho
Ser ou não ser
Rir, ou fazer do riso a fuga?
Chorar, ou sufocar as lágrimas?
Por que?
Basta apenas aceitar ser gente num mundo onde há abraços falsos e flores artificiais.

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