Se eu pudesse mandar no vento
Se eu pudesse mudar o destino
Se eu pudesse voltar no tempo
Por certo mudaria as coisas
Que até agora tem acontecido
Talvez o vento não me ouvisse
E então o destino não me obedecesse
E o tempo, quem sabe, não regredisse.
Tudo isso não mais importaria
Se você me entendesse
Mas não, não se manda num vento já ido.
Não se muda um destino que é passado
Nem mesmo num tempo envelhecido...
Muito menos no amor aprendido.
Escrever sempre e em qualquer forma,registrar... para que o destino de minhas palavras fique estático, que meu pensamento não se perca, nem eu me arrependa de ter pensado. Em mim continuam sobrando idéias na cabeça e amor no coração, que eu só deixo transbordar da única forma que sei: escrevendo.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Exigências
Vá por aí e me traga um pedaço de sol
Embrulhe tudo num lençol
E mande por um pombo correio
Quero ser a primeira
A um pedaço provar
Se você achar, me mande um pouco de natureza
Pra que eu fique louca, mas louca de pureza.
De um cedro ou de um pinheiro, quero a nobreza
Pra debaixo do travesseiro, um galho de arruda
Eu quero a muda da planta que me dá a chuva
Dormir na juba de um leão
Com um falcão voar, sem sentir calor ou frio
Quero uma lagoa e um rio, uma canoa e um bugio
Quero um jacaré e um salmão
Quero um coração, nem que seja de cana
Só pra botar ao lado da cama,
Dando-me a impressão de ter você
Quero um cavalo redomão
Pra pastar na minha grama
Quero também um passarinho verde, sem ninho
Quero de tudo um pouquinho
Até mesmo um porco-espinho
Ou um urso peludo
Ah! Também quero um canudo
De taquara natural
Quero uma flor, um beija-flor.
Quero espinho, quero carinho.
Quero manga
Quero pitanga
Quero leite e quero mel
Quero deleite nas coisas do mato
Quero um filhote de pato
Pra brincar no meu jardim
Quero um jasmim,
Pra botar no meu chapéu
Quero um pedaço do céu
Pra eu ter pra onde ir
Junte o almíscar da relva molhada
Com o sereno daquelas boas madrugadas
Cabeça tonta, conversa fiada, o que tiver por aí
Se não me trouxer tudo isso, pego você pra mim!
Embrulhe tudo num lençol
E mande por um pombo correio
Quero ser a primeira
A um pedaço provar
Se você achar, me mande um pouco de natureza
Pra que eu fique louca, mas louca de pureza.
De um cedro ou de um pinheiro, quero a nobreza
Pra debaixo do travesseiro, um galho de arruda
Eu quero a muda da planta que me dá a chuva
Dormir na juba de um leão
Com um falcão voar, sem sentir calor ou frio
Quero uma lagoa e um rio, uma canoa e um bugio
Quero um jacaré e um salmão
Quero um coração, nem que seja de cana
Só pra botar ao lado da cama,
Dando-me a impressão de ter você
Quero um cavalo redomão
Pra pastar na minha grama
Quero também um passarinho verde, sem ninho
Quero de tudo um pouquinho
Até mesmo um porco-espinho
Ou um urso peludo
Ah! Também quero um canudo
De taquara natural
Quero uma flor, um beija-flor.
Quero espinho, quero carinho.
Quero manga
Quero pitanga
Quero leite e quero mel
Quero deleite nas coisas do mato
Quero um filhote de pato
Pra brincar no meu jardim
Quero um jasmim,
Pra botar no meu chapéu
Quero um pedaço do céu
Pra eu ter pra onde ir
Junte o almíscar da relva molhada
Com o sereno daquelas boas madrugadas
Cabeça tonta, conversa fiada, o que tiver por aí
Se não me trouxer tudo isso, pego você pra mim!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Tempo
Aqui, o tempo parece infinito...
As estações chegam e passam, chuva cai, sol esquenta, flor desabrocha e as folhas se soltam das árvores e voam com o vento.
Mas para o meu amor, o começo foi ontem, o sorriso veio hoje cedo e a saudade bateu agora à tarde.
E amanhã há de ser o dia que tu voltas a morar em mim novamente.
As estações chegam e passam, chuva cai, sol esquenta, flor desabrocha e as folhas se soltam das árvores e voam com o vento.
Mas para o meu amor, o começo foi ontem, o sorriso veio hoje cedo e a saudade bateu agora à tarde.
E amanhã há de ser o dia que tu voltas a morar em mim novamente.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sempre
Não, eu não te esqueci!
Não sabes, por acaso, do teu vasto poder,
sempre imenso em meus pensamentos?
Ouço tuas mãos, degusto teus olhos
cheiro teus lábios...
Não, não te desacredito!
Que sejam outras, então, as verdades...
Desses lugares em que tu habitas
procuro imagens que te eternizam
no todo, te tornaste infinito
pra sempre aqui dentro de mim.
Não sabes, por acaso, do teu vasto poder,
sempre imenso em meus pensamentos?
Ouço tuas mãos, degusto teus olhos
cheiro teus lábios...
Não, não te desacredito!
Que sejam outras, então, as verdades...
Desses lugares em que tu habitas
procuro imagens que te eternizam
no todo, te tornaste infinito
pra sempre aqui dentro de mim.
sábado, 17 de julho de 2010
Sem encaixe
É...fio da meada, história, roteiro...
Daqui, do meu ponto dessa linha de visada
Olho, percebo, analiso...digiro, torno a olhar.
Curioso que o que era, assim, não mais é...
Ou será que nunca foi?
Vou me construindo...e reconstruindo.
Mania de ficar achando desculpa pra tudo e todos
Tentando achar um jeito de deixar tudo bonito e feliz.
Ando me sentindo meio peça sem encaixe...
Vou ter que construir um cantinho pra me encaixar...
Daqui, do meu ponto dessa linha de visada
Olho, percebo, analiso...digiro, torno a olhar.
Curioso que o que era, assim, não mais é...
Ou será que nunca foi?
Vou me construindo...e reconstruindo.
Mania de ficar achando desculpa pra tudo e todos
Tentando achar um jeito de deixar tudo bonito e feliz.
Ando me sentindo meio peça sem encaixe...
Vou ter que construir um cantinho pra me encaixar...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Garganta burra
Queria saber falar
alto...limpo...claro
Deixar letras grandes no céu
pra entender e ser entendida
Gritar sem arranhar
traduzir a alegria e o arrepio
que me vêm quando estou contigo
A garganta é burra
engasga...prende...falha
aqui dentro algo diz:
-fala direito, porra!
Na ânsia de saírem,
se embolam as palavras
e se foi o dito, já arrependido
Certo e errado
só cabem dentro de nós.
alto...limpo...claro
Deixar letras grandes no céu
pra entender e ser entendida
Gritar sem arranhar
traduzir a alegria e o arrepio
que me vêm quando estou contigo
A garganta é burra
engasga...prende...falha
aqui dentro algo diz:
-fala direito, porra!
Na ânsia de saírem,
se embolam as palavras
e se foi o dito, já arrependido
Certo e errado
só cabem dentro de nós.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Silêncio
Padeço, respiro pouco
Peno, calo, sustento
Disfarço o tormento
Mas sei o que sinto
Desminto, encubro
O coração sabe
Esse disfarce
Esse labirinto
A voz sufoca num retiro
Ecos, suspiros, segredos
Estrondos, tempestades, combates
Dentro do peito, tiros
Peno, calo, sustento
Disfarço o tormento
Mas sei o que sinto
Desminto, encubro
O coração sabe
Esse disfarce
Esse labirinto
A voz sufoca num retiro
Ecos, suspiros, segredos
Estrondos, tempestades, combates
Dentro do peito, tiros
domingo, 11 de julho de 2010
Nós
Eu não sou eu, somente.
Sei mais sobre mim, sendo também você.
Você sabe mais de você, sendo um pouco de mim?
Percebo minha fragilidade na tua força.
Na tua inquietude, entendo minha tranquilidade.
Tua firmeza reflete o que eu ainda sou, o que já sou e o que quero vir a ser…
Em nossas semelhanças, atração. Em nossas diferenças, adição.
O que é isso de eu ser eu, você ser você...sem, no entanto, deixarmos de ser o outro, nós?
Sei mais sobre mim, sendo também você.
Você sabe mais de você, sendo um pouco de mim?
Percebo minha fragilidade na tua força.
Na tua inquietude, entendo minha tranquilidade.
Tua firmeza reflete o que eu ainda sou, o que já sou e o que quero vir a ser…
Em nossas semelhanças, atração. Em nossas diferenças, adição.
O que é isso de eu ser eu, você ser você...sem, no entanto, deixarmos de ser o outro, nós?
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Desajeitada
A palavra surgiu assanhada
Enfileirada na língua
Pensou que estava bonita
E se encheu de vontade de sair
Para se aconchegar em ouvidos certos.
Na ânsia de sair, tropeçou.
E as verdades claras que iam ser ditas,
Envergonharam-se do vestido sujo e amarrotado
Entristeceram-se de silêncio
E voltaram pro lugar onde estavam
A palavra perdeu a vontade de dizer...
Enfileirada na língua
Pensou que estava bonita
E se encheu de vontade de sair
Para se aconchegar em ouvidos certos.
Na ânsia de sair, tropeçou.
E as verdades claras que iam ser ditas,
Envergonharam-se do vestido sujo e amarrotado
Entristeceram-se de silêncio
E voltaram pro lugar onde estavam
A palavra perdeu a vontade de dizer...
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