Queria te dar tanta coisa, mesmo não dizendo quase nada.
Minha boca em silencio e o coração aberto...
Ah, esse meu amor de longe....
mora no meu coração mas tem a mania de ser tão distante...
Escrever sempre e em qualquer forma,registrar... para que o destino de minhas palavras fique estático, que meu pensamento não se perca, nem eu me arrependa de ter pensado. Em mim continuam sobrando idéias na cabeça e amor no coração, que eu só deixo transbordar da única forma que sei: escrevendo.
domingo, 26 de dezembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Beleza artificial
Mais do que a beleza,
Há mistério nas flores metálicas...
Sem seiva, sem perfume...mortas?
Mas são tão lindas...assim...assim
Cálidas pelo sol.
Há mistério nas flores metálicas...
Sem seiva, sem perfume...mortas?
Mas são tão lindas...assim...assim
Cálidas pelo sol.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Esperar
É gostoso te esperar, pacientemente,
Como a lua espera o dia
Refletindo-se no mar
Até a hora de você chegar
E me contar tuas historias
Minha alma já te sente
Mas só então haverá o toque:
Olhos, lábios, queixo
Certificar-me de que existes
Ver não basta...quero sentir,
Cada pedaço, cada abraço...
E tocar, tocar as tuas mãos,
ainda que sem jeito, sem atrevimento
Com vontade de apertá-las ao peito
Mas espero, que ainda não é o momento...
Como a lua espera o dia
Refletindo-se no mar
Até a hora de você chegar
E me contar tuas historias
Minha alma já te sente
Mas só então haverá o toque:
Olhos, lábios, queixo
Certificar-me de que existes
Ver não basta...quero sentir,
Cada pedaço, cada abraço...
E tocar, tocar as tuas mãos,
ainda que sem jeito, sem atrevimento
Com vontade de apertá-las ao peito
Mas espero, que ainda não é o momento...
sábado, 11 de setembro de 2010
Escrever é...
fazer do esperado, o inesperado
ver a imagem cinza, da realidade em cores
transformar um tanto de dores, em amores
dizer palavras que não sei e escrevo...
ver a imagem cinza, da realidade em cores
transformar um tanto de dores, em amores
dizer palavras que não sei e escrevo...
domingo, 5 de setembro de 2010
Domingo
Ar
preciso respirar
(quem sabe um copo de vinho)
uma noite a mais de lua cheia
ou mesmo só um café
antes do dia terminar
lembro uma bossa nova
Ouço a canção
último gole no café,
até domingo que vem?
Chego em casa e tudo o que quero é ar
não quero mais vinho
nem café
talvez uma canção Hare Krishna
um espaço pra meditar
quero jogar tudo fora
pego papel, caneta e uma canção de Vinícius
(pode ser aquela que chora)
E a vida acaba em poesia
em verso
em prosa
tudo igual a café passado
só é bom
se for agora.
preciso respirar
(quem sabe um copo de vinho)
uma noite a mais de lua cheia
ou mesmo só um café
antes do dia terminar
lembro uma bossa nova
Ouço a canção
último gole no café,
até domingo que vem?
Chego em casa e tudo o que quero é ar
não quero mais vinho
nem café
talvez uma canção Hare Krishna
um espaço pra meditar
quero jogar tudo fora
pego papel, caneta e uma canção de Vinícius
(pode ser aquela que chora)
E a vida acaba em poesia
em verso
em prosa
tudo igual a café passado
só é bom
se for agora.
sábado, 28 de agosto de 2010
Fim
A saudade já não causa insônia
A lembrança veio e nem foi difícil afugentá-la
A dor de admitir que é preciso esquecer já não lateja
Meu silêncio já não representa dor
É, acho que esse amor chegou ao fim...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Contradição
Por que tentar saber
O que se passa no coração daqueles
Que de olhos tristes fitam o vazio
Se cada um é um mistério
Cujo significado ninguém soube descobrir?
Por que a indiferença que fingimos
Se bem queremos nos olhar?
Às vezes dá uma vontade imensa de se libertar
Daquela casca que as pessoas conhecem e assumir-se como a gente é.
Não ser aquela, que mesmo arrasada procura falar em otimismo e coragem
Não ser aquela que enxuga as lágrimas e diz tranqüilamente ao telefone: Bom dia!
Não mais sorrisos quando a alma está chorando
Ser uma estátua inerte de alma vazia
Que olha o mundo, o céu a flor e permanece muda, sem sentidos
Não. Não há por que fugir
Se bem se pode levantar os olhos
E ver acima da indiferença
Uma estrela a iluminar um caminho
Ser ou não ser
Rir, ou fazer do riso a fuga?
Chorar, ou sufocar as lágrimas?
Por que?
Basta apenas aceitar ser gente num mundo onde há abraços falsos e flores artificiais.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Espelho
Quebrei...
Pensei em unir os pedaços
Ali estava eu no espelho:
As cores
O amor
O medo
Primeiro o verde...sim...o rosto será verde
O coração, meu
E a boca?
Um sorriso por favor...
Esses cacos...parece que... somem!
Pensei em unir os pedaços
Ali estava eu no espelho:
As cores
O amor
O medo
Primeiro o verde...sim...o rosto será verde
O coração, meu
E a boca?
Um sorriso por favor...
Esses cacos...parece que... somem!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Eu
Escrevo bem mais que só por escrever...
Acredito em sonhos ...
Prefiro dormir se estou triste do que encarar as lágrimas acordada...
Leio e me perco em histórias fictícias para não lembrar daquilo que me faz falta...
Não gosto de sentir dor...
Vez ou outra ando triste, segurando coisas cá dentro...
Não gosto de dias cinzentos, mas sobrevivo neles...
Espero descascar o céu nublado até que ele fique azul...
Já levei alguns tombos do amor, mas não desisti...
Tenho o dom da esperança e do otimismo dentro de mim...
Minha memória é ruim...esqueço num relance algo que me magoou...
Rio muito...até de mim mesma...
Acredito em sonhos ...
Prefiro dormir se estou triste do que encarar as lágrimas acordada...
Leio e me perco em histórias fictícias para não lembrar daquilo que me faz falta...
Não gosto de sentir dor...
Vez ou outra ando triste, segurando coisas cá dentro...
Não gosto de dias cinzentos, mas sobrevivo neles...
Espero descascar o céu nublado até que ele fique azul...
Já levei alguns tombos do amor, mas não desisti...
Tenho o dom da esperança e do otimismo dentro de mim...
Minha memória é ruim...esqueço num relance algo que me magoou...
Rio muito...até de mim mesma...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Se
Se eu pudesse mandar no vento
Se eu pudesse mudar o destino
Se eu pudesse voltar no tempo
Por certo mudaria as coisas
Que até agora tem acontecido
Talvez o vento não me ouvisse
E então o destino não me obedecesse
E o tempo, quem sabe, não regredisse.
Tudo isso não mais importaria
Se você me entendesse
Mas não, não se manda num vento já ido.
Não se muda um destino que é passado
Nem mesmo num tempo envelhecido...
Muito menos no amor aprendido.
Se eu pudesse mudar o destino
Se eu pudesse voltar no tempo
Por certo mudaria as coisas
Que até agora tem acontecido
Talvez o vento não me ouvisse
E então o destino não me obedecesse
E o tempo, quem sabe, não regredisse.
Tudo isso não mais importaria
Se você me entendesse
Mas não, não se manda num vento já ido.
Não se muda um destino que é passado
Nem mesmo num tempo envelhecido...
Muito menos no amor aprendido.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Exigências
Vá por aí e me traga um pedaço de sol
Embrulhe tudo num lençol
E mande por um pombo correio
Quero ser a primeira
A um pedaço provar
Se você achar, me mande um pouco de natureza
Pra que eu fique louca, mas louca de pureza.
De um cedro ou de um pinheiro, quero a nobreza
Pra debaixo do travesseiro, um galho de arruda
Eu quero a muda da planta que me dá a chuva
Dormir na juba de um leão
Com um falcão voar, sem sentir calor ou frio
Quero uma lagoa e um rio, uma canoa e um bugio
Quero um jacaré e um salmão
Quero um coração, nem que seja de cana
Só pra botar ao lado da cama,
Dando-me a impressão de ter você
Quero um cavalo redomão
Pra pastar na minha grama
Quero também um passarinho verde, sem ninho
Quero de tudo um pouquinho
Até mesmo um porco-espinho
Ou um urso peludo
Ah! Também quero um canudo
De taquara natural
Quero uma flor, um beija-flor.
Quero espinho, quero carinho.
Quero manga
Quero pitanga
Quero leite e quero mel
Quero deleite nas coisas do mato
Quero um filhote de pato
Pra brincar no meu jardim
Quero um jasmim,
Pra botar no meu chapéu
Quero um pedaço do céu
Pra eu ter pra onde ir
Junte o almíscar da relva molhada
Com o sereno daquelas boas madrugadas
Cabeça tonta, conversa fiada, o que tiver por aí
Se não me trouxer tudo isso, pego você pra mim!
Embrulhe tudo num lençol
E mande por um pombo correio
Quero ser a primeira
A um pedaço provar
Se você achar, me mande um pouco de natureza
Pra que eu fique louca, mas louca de pureza.
De um cedro ou de um pinheiro, quero a nobreza
Pra debaixo do travesseiro, um galho de arruda
Eu quero a muda da planta que me dá a chuva
Dormir na juba de um leão
Com um falcão voar, sem sentir calor ou frio
Quero uma lagoa e um rio, uma canoa e um bugio
Quero um jacaré e um salmão
Quero um coração, nem que seja de cana
Só pra botar ao lado da cama,
Dando-me a impressão de ter você
Quero um cavalo redomão
Pra pastar na minha grama
Quero também um passarinho verde, sem ninho
Quero de tudo um pouquinho
Até mesmo um porco-espinho
Ou um urso peludo
Ah! Também quero um canudo
De taquara natural
Quero uma flor, um beija-flor.
Quero espinho, quero carinho.
Quero manga
Quero pitanga
Quero leite e quero mel
Quero deleite nas coisas do mato
Quero um filhote de pato
Pra brincar no meu jardim
Quero um jasmim,
Pra botar no meu chapéu
Quero um pedaço do céu
Pra eu ter pra onde ir
Junte o almíscar da relva molhada
Com o sereno daquelas boas madrugadas
Cabeça tonta, conversa fiada, o que tiver por aí
Se não me trouxer tudo isso, pego você pra mim!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Tempo
Aqui, o tempo parece infinito...
As estações chegam e passam, chuva cai, sol esquenta, flor desabrocha e as folhas se soltam das árvores e voam com o vento.
Mas para o meu amor, o começo foi ontem, o sorriso veio hoje cedo e a saudade bateu agora à tarde.
E amanhã há de ser o dia que tu voltas a morar em mim novamente.
As estações chegam e passam, chuva cai, sol esquenta, flor desabrocha e as folhas se soltam das árvores e voam com o vento.
Mas para o meu amor, o começo foi ontem, o sorriso veio hoje cedo e a saudade bateu agora à tarde.
E amanhã há de ser o dia que tu voltas a morar em mim novamente.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sempre
Não, eu não te esqueci!
Não sabes, por acaso, do teu vasto poder,
sempre imenso em meus pensamentos?
Ouço tuas mãos, degusto teus olhos
cheiro teus lábios...
Não, não te desacredito!
Que sejam outras, então, as verdades...
Desses lugares em que tu habitas
procuro imagens que te eternizam
no todo, te tornaste infinito
pra sempre aqui dentro de mim.
Não sabes, por acaso, do teu vasto poder,
sempre imenso em meus pensamentos?
Ouço tuas mãos, degusto teus olhos
cheiro teus lábios...
Não, não te desacredito!
Que sejam outras, então, as verdades...
Desses lugares em que tu habitas
procuro imagens que te eternizam
no todo, te tornaste infinito
pra sempre aqui dentro de mim.
sábado, 17 de julho de 2010
Sem encaixe
É...fio da meada, história, roteiro...
Daqui, do meu ponto dessa linha de visada
Olho, percebo, analiso...digiro, torno a olhar.
Curioso que o que era, assim, não mais é...
Ou será que nunca foi?
Vou me construindo...e reconstruindo.
Mania de ficar achando desculpa pra tudo e todos
Tentando achar um jeito de deixar tudo bonito e feliz.
Ando me sentindo meio peça sem encaixe...
Vou ter que construir um cantinho pra me encaixar...
Daqui, do meu ponto dessa linha de visada
Olho, percebo, analiso...digiro, torno a olhar.
Curioso que o que era, assim, não mais é...
Ou será que nunca foi?
Vou me construindo...e reconstruindo.
Mania de ficar achando desculpa pra tudo e todos
Tentando achar um jeito de deixar tudo bonito e feliz.
Ando me sentindo meio peça sem encaixe...
Vou ter que construir um cantinho pra me encaixar...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Garganta burra
Queria saber falar
alto...limpo...claro
Deixar letras grandes no céu
pra entender e ser entendida
Gritar sem arranhar
traduzir a alegria e o arrepio
que me vêm quando estou contigo
A garganta é burra
engasga...prende...falha
aqui dentro algo diz:
-fala direito, porra!
Na ânsia de saírem,
se embolam as palavras
e se foi o dito, já arrependido
Certo e errado
só cabem dentro de nós.
alto...limpo...claro
Deixar letras grandes no céu
pra entender e ser entendida
Gritar sem arranhar
traduzir a alegria e o arrepio
que me vêm quando estou contigo
A garganta é burra
engasga...prende...falha
aqui dentro algo diz:
-fala direito, porra!
Na ânsia de saírem,
se embolam as palavras
e se foi o dito, já arrependido
Certo e errado
só cabem dentro de nós.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Silêncio
Padeço, respiro pouco
Peno, calo, sustento
Disfarço o tormento
Mas sei o que sinto
Desminto, encubro
O coração sabe
Esse disfarce
Esse labirinto
A voz sufoca num retiro
Ecos, suspiros, segredos
Estrondos, tempestades, combates
Dentro do peito, tiros
Peno, calo, sustento
Disfarço o tormento
Mas sei o que sinto
Desminto, encubro
O coração sabe
Esse disfarce
Esse labirinto
A voz sufoca num retiro
Ecos, suspiros, segredos
Estrondos, tempestades, combates
Dentro do peito, tiros
domingo, 11 de julho de 2010
Nós
Eu não sou eu, somente.
Sei mais sobre mim, sendo também você.
Você sabe mais de você, sendo um pouco de mim?
Percebo minha fragilidade na tua força.
Na tua inquietude, entendo minha tranquilidade.
Tua firmeza reflete o que eu ainda sou, o que já sou e o que quero vir a ser…
Em nossas semelhanças, atração. Em nossas diferenças, adição.
O que é isso de eu ser eu, você ser você...sem, no entanto, deixarmos de ser o outro, nós?
Sei mais sobre mim, sendo também você.
Você sabe mais de você, sendo um pouco de mim?
Percebo minha fragilidade na tua força.
Na tua inquietude, entendo minha tranquilidade.
Tua firmeza reflete o que eu ainda sou, o que já sou e o que quero vir a ser…
Em nossas semelhanças, atração. Em nossas diferenças, adição.
O que é isso de eu ser eu, você ser você...sem, no entanto, deixarmos de ser o outro, nós?
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Desajeitada
A palavra surgiu assanhada
Enfileirada na língua
Pensou que estava bonita
E se encheu de vontade de sair
Para se aconchegar em ouvidos certos.
Na ânsia de sair, tropeçou.
E as verdades claras que iam ser ditas,
Envergonharam-se do vestido sujo e amarrotado
Entristeceram-se de silêncio
E voltaram pro lugar onde estavam
A palavra perdeu a vontade de dizer...
Enfileirada na língua
Pensou que estava bonita
E se encheu de vontade de sair
Para se aconchegar em ouvidos certos.
Na ânsia de sair, tropeçou.
E as verdades claras que iam ser ditas,
Envergonharam-se do vestido sujo e amarrotado
Entristeceram-se de silêncio
E voltaram pro lugar onde estavam
A palavra perdeu a vontade de dizer...
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